Infertilidade: como saber que há um problema

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Infertilidade: como saber que há um problema

Mensagem  Djane Senna em Qui Ago 26, 2010 6:41 pm

Comecei a tentar engravidar e está demorando. O que devo fazer?

Se você vem tentando engravidar por pelo menos um ano sem sucesso (ou seis meses no caso de ter mais de 35 anos), talvez você ou seu parceiro tenham algum problema e seja hora de falar sobre isso com seu ginecologista.

A questão da idade é muito importante, porque ela comprovadamente afeta a fertilidade. Depois dos 35 anos, você não deve perder tempo esperando.

A primeira coisa que o médico vai fazer é conversar bastante para saber o histórico de saúde dos dois e depois provavelmente pedirá uma série de exames.

Para a mulher, alguns dos testes iniciais são:

• papanicolau (se já não foi realizado no último ano)
• exame de sangue para checar imunidade contra rubéola, doença que pode provocar defeitos no feto se adquirida nos três primeiros meses de gestação
• exames para detectar a clamídia, uma doença sexualmente transmissível que pode causar obstruções nas trompas (tubas uterinas). Pode ser exame de urina, sangue e conteúdo vaginal
• exame de sangue para conferir a ovulação (geralmente feito sete dias antes da data prevista da menstruação)
• exame de sangue durante a menstruação para medir desequilíbrios hormonais
• histerossalpingografia (HSG): um contraste é injetado através do colo do útero e depois é feito um raio X para observar possíveis obstruções ou outras anomalias nas trompas e no útero

Para o homem, alguns dos testes iniciais são:

• espermograma
• exame de urina ou sangue para clamídia

Se os resultados desses exames forem normais, o médico poderá recomendar então algumas mudanças de estilo de vida para o casal, assim como mais um período de tentativas. Se os exames mostrarem alguma alteração, o mais possível é que ele os encaminhe para um especialista em fertilidade ou uma clínica.

Qual é o próximo passo?

O casal e o especialista em fertilidade viram uma espécie de equipe, trabalhando junto para descobrir pistas sobre o problema que está dificultando a gravidez. Os sistemas reprodutivos feminino e masculino são extremamente complexos, mas os especialistas são treinados para desvendar e, com um pouco de sorte, consertar quaisquer anomalias nessas incríveis máquinas.

Tenha paciência para responder a dezenas de perguntas bem detalhadas sobre sua menstruação, incluindo quando ela veio pela primeira vez, quanto tempo dura seu ciclo, qual a intensidade de sangramento e se você sente ou não dor antes ou durante o ciclo.

O médico fará também muitas perguntas sobre sua vida sexual, como se já teve alguma doença sexualmente transmissível, com que frequência mantém relações sexuais ou se usa ou não lubrificantes.
Não se sinta invadida, já que tudo isso é essencial para traçar um quadro completo da sua saúde e sexualidade, a fim de determinar por que o bebê não vem.

Pensando nisso, procure um especialista com quem se sinta bem confortável para se abrir e não deixe de falar de antemão sobre custos, assim você não correrá o risco de gostar do profissional e depois não ter como pagá-lo por um possível tratamento. Alguns casais optam por marcar horários separados para cada um dos parceiros ter um pouco de privacidade para discutir temas que não se sintam tão à vontade de falar na frente do outro.

Quais são os exames dessa fase de investigação?

É possível que o especialista em fertilidade repita alguns dos exames mencionados acima e peça alguns outros mais complexos. Saiba que muitos deles precisam ser realizados na parte inicial do ciclo menstrual, em dias bem específicos, então a mulher frequentemente tem que acabar abrindo espaço na agenda para fazê-los em horários nem sempre convenientes.

Para as mulheres os exames podem incluir:

• ultrassonografia: para checar se útero, trompas e ovários estão saudáveis
• acompanhamento do desenvolvimento de folículos: através de uma série de ultrassons, os médicos verificam se os óvulos estão amadurecendo conforme o esperado dentro dos ovários
• histerossalpingografia (HSG): um contraste é injetado através do colo do útero e depois é feito um raio X para observar possíveis obstruções ou outras anomalias nas trompas e no útero
• laparoscopia: uma pequena câmera é introduzida no corpo para procurar obstruções nas trompas, num procedimento que chega a ser cirúrgico
• histeroscopia diagnóstica: também utiliza uma pequena câmera para analisar problemas na região uterina
• biópsia de endométrio: o médico pode retirar uma minúscula amostra de tecido da parede que reveste o útero, o endométrio, para análise.

Para os homens os exames podem incluir:

• análise de sêmen: o esperma é analisado em microscópio para detectar anomalias

Quais são as nossas chances de realmente encontrar o problema?

Em muitos casos, mais de um fator leva a dificuldades de engravidar, e alguns deles são mais complicados de detectar do que outros -- com isso um diagnóstico final nem sempre é possível.

Em cerca de 20 por cento das situações, os exames não revelam nada de errado com nenhum dos parceiros. Os médicos chamam isso de "infertilidade sem causa aparente" (Isca), o que pode provocar grande ansiedade nas pessoas. Mas mesmo esse tipo de caso pode ser resolvido com tratamentos como uso de medicamentos especiais e técnicas de reprodução assistida.

Além do mais, há sempre a possibilidade de você continuar tentando engravidar e acabar conseguindo naturalmente, especialmente se for jovem.

A verdade é que lidar com tantas incertezas, exames e procedimentos médicos é duro e frustrante, então às vezes o melhor remédio é dar mesmo um tempo para se recuperar emocionalmente.

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