Dicas de Amamentação

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Dicas de Amamentação

Mensagem  Djane Senna em Ter Ago 24, 2010 10:20 am

A maioria das mães consegue amamentar naturalmente seus filhos, porém outras apresentam dificuldades que podem causar grandes transtornos levando ao desmame precoce. Estes transtornos da amamentação podem ser evitados se a mulher grávida inicialmente buscar auxílio para avaliação das mamas e receber e devida orientação.

Quais os passos necessários para que a mulher que deseja amamentar seu filho, deve seguir:

1 – Submeter-se a avaliação das mamas e receber os devidos cuidados quando necessário com a Enfermeira Obstetra;

2 – Receber ensinamentos com a Enfermeira Obstetra durante a gestação, para segui-los no período da amamentação;

3 – Iniciar o processo de aleitamento materno no pós-parto imediato, ainda na sala de parto, estando o bebê em condições plenas para sugar;

4 – Caso seja parto cesariana iniciar o aleitamento assim que as condições maternas permitam, ficando o bebê sob a responsabilidade das Enfermeiras e dos Pediatras;

5 – Submeter-se a avaliação da “pega” correta com a Enfermeira Obstetra (se o bebê está bem posicionado e pegando adequadamente a aréola e o mamilo), estabelecendo o processo sucção, deglutição e respiração do bebê, satisfatoriamente;

6 – Oferecer o seio sempre que o bebê solicitar (livre demanda);

7 – Nunca oferecer chupetas, mamadeiras ou qualquer bico artificial. Pois ocorre confusão de bicos e o bebê larga o seio materno;

8 – Não oferecer água, sucos, chás em mamadeiras ou chucas antes dos seis meses de idade. Pois o aleitamento exclusivo ao seio deve ocorrer até o 6º mês, somente então o bebê terá necessidade de complemento alimentar. Quando for oferecer sucos e água ofereça em copinhos próprios.

9 – Não existe leite fraco, o leite materno é completo; possui água, proteína, gordura, vitaminas, sais minerais, fatores de crescimento e imunológicos que protegem o bebê contra doenças;

10- Quando o bebê mama leite de vaca adoece facilmente e podem ocorrer vários transtornos digestivos do tipo enterocolite necrotizante e infecções na mucosa do intestino, principalmente quando oferecido leite integral e farináceo antes do sexto mês de vida. Por isto não arrisque a saúde de seu bebê;

11- O bebê deve ser examinado, medido e pesado, mensalmente para avaliação do crescimento e do seu desenvolvimento, nos serviços de saúde;

12- O bebê alimentado ao seio materno, dorme bem, cresce, engorda e se desenvolve. Preste atenção na curva de crescimento e desenvolvimento de seu filho, ela é valiosa;

13- Quando o bebê começar a receber alimentos complementares, no sexto mês, busque a orientação de uma Nutricionista. Pois estes alimentos serão introduzidos gradativamente e o aleitamento ao seio deve continuar até próximo os dois anos se possível;

14- Se a mãe precisar retornar ao trabalho após o término da licença gestação, deve aprender a ordenhar o leite materno e acondicioná-lo para alguém que fique cuidando do bebê possa oferecê-lo adequadamente. Existem técnicas para a ordenha, acondicionamento e para oferecer o leite ordenhado ao bebê de forma correta. Vantagens da amamentação para o bebê:

Todos os bebês precisam de afago. Inúmeras pesquisas mostram que bebês que não tiveram contato físico tem maior risco de adoecer e até de morrer. Na amamentação, o contato físico é maior e proporciona a mãe e bebê um momento de proximidade diária. Essa ligação emocional muito forte e precoce pode facilitar o desenvolvimento da criança e seu relacionamento com outras pessoas.

O leite materno, contém todos os nutrientes de que a criança precisa nos primeiros seis meses de vida.

• Tem água em quantidade suficiente, mesmo em clima quente e seco o bebê que apenas mama no seio não precisa nem mesmo de água!

• Contém proteína e gordura mais adequadas para a criança e na quantidade certa;

• Também tem mais lactose (açúcar do leite) do que os outros leites;

• Vitaminas em quantidades suficientes. Não há necessidade de suplementos vitamínicos;

• Tem ferro em quantidade suficiente. Não há grande quantidade de ferro, mas ele é bem absorvido no intestino da criança;

• Quantidades adequadas de sais, cálcio e fósforo;

•Uma enzima especial (lipase) que digere gorduras, por isso o leite não é "pesado" como outros. O leite materno é facilmente digerido e absorvido. A criança em aleitamento materno exclusivo pode querer uma nova mamada em intervalo menor do que aquela que está tomando mamadeira. Crianças em aleitamento materno exclusivo, têm menos quadros infecciosos porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém fatores anti-infecciosos que incluem:

• Células brancas vivas (leucócitos) que matam as bactérias;

• Anticorpos (imunoglobinas contra muitas das infecções mais comuns. Isto ajuda a proteger a criança até que ela comece a produzir seus próprios anticorpos. Se a mãe tiver uma infecção, anticorpos logo aparecerão em seu leite;

• Uma substância chamada fator bífido que facilita o crescimento de uma bactéria especial (Lactobacíllus bifidus), no intestino da criança. Essa bactéria impede que outras cresçam e causem diarréia;

• Lactoferrina que se associa ao ferro, impede o crescimento de bactérias patogênicas que precisam deste nutriente.

Vantagens para a mãe

• A mãe que amamenta se sente mais segura e menos ansiosa. Não existe nada melhor que olhar um bebê de cinco meses de idade e saber que toda a nutrição que ele precisa vem de você!

• A mãe se beneficia evitando nova gravidez durante a amamentação exclusiva, sendo orientada pela Instrutora do Método da Ovulação para o período da amamentação.

• Proporciona mais rapidez na diminuição do volume do útero e evita a hemorragia no pós-parto, uma das principais causas de mortalidade materna, no Brasil.

• A amamentação estimula a produção de oxitocina, que estimula as contrações que vão diminuir o tamanho do útero e expulsar a placenta. Essas contrações também agem nos vasos sanguíneos da mulher diminuindo o sangramento.

• A mulher que amamenta tem menos risco de contrair câncer de mama; Segundo pesquisas, se todas as mulheres que não amamentaram ou amamentaram menos de 3 meses tivessem amamentado por 4 a 12 meses, o câncer de mama entre mulheres na pré-menopausa poderia ser reduzido em 11 por cento, julgando as taxas atuais. Se todas as mulheres amamentassem por 24 meses ou mais, essa incidência seria reduzida em quase 25 por cento Mulheres que foram amamentadas, quando crianças, mesmo que apenas por um tempo curto, tiveram um risco 25% mais baixo de desenvolver o cancer de mama do que as mulheres que tomaram mamadeira. (Freudenheim, J. et al. 1994 "Exposure to breast milk in infancy and the risk of breast cancer". Epidemiology 5:324-331)

• A amamentação diminui o risco de osteosporose na vida madura. A incidência de mulheres com osteosporose não amamentaram foi 4 vezes maior (Blaauw, R. et al. "Risk factors for development of osteoporosis in a South African population." SAMJ 1994; 84:328-32;

• Amamentação diminui a necessidade de insulina entre as mulheres que estão dando o seio ao bebê. A redução na dose de insulina no pós-parto foi significante maior entre as mulheres que amamentavam do que as que davam mamadeira. (Davies, H.A., "Insulin Requirements of Diabetic Women who Breast Feed." British Medical Journal, 1989;

PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER DURANTE A AMAMENTAçãO:

•FISSURAS DO MAMILO (bico do peito rachado): As fissuras do mamilo são decorrentes da má posição da criança em relação a mama; do número e duração inadequada das mamadas e principalmente da técnica incorreta de sucção.

•MASTITE (inflamação da mama): O acúmulo de leite sem a ordenha de alívio pode facilitar o início da mastite, que é facilmente diagnosticado; mamas quentes, febre, dor a palpação e pode sair pus. A mastite é mais freqüente na 2ª e 3ª semanas depois do parto Para evitar a mastite:

• Estimular as mães a amamentar no sistema de livre demanda

• Se o bebê não esvaziar a mama, complete com auto-ordenha, ou solicite colaboração da Drª Enfª Fátima N. A. dos Reis para o esvaziamento por ordenha e demais cuidados.

• DUCTO BLOQUEADO (mama empedrada ou ingurgitada): Essa situação é provocada pelo esvaziamento incompleto de um ou mais canais, neste caso, o leite do alvéolo mamário não drena, pois o mesmo encontra-se endurecido bloqueando o canal daquele alvéolo. Uma “tumoração” dolorosa se forma na mama. A causa exata do ducto bloqueado não está clara, mas pode ser resultado de roupa apertada, ou porque a posição da criança não permite a mesma sugar eficientemente aquela parte da mama. Para evitar o ducto bloqueado:

• Orientar as mães durante a gestação sobre as técnicas de posição e pega de amamentação

• Deixar o bebê sugar até o completo esvaziamento da mama, casa isto não ocorra, proceder a ordenha manual ou solicite colaboração da Drª Enfª Fátima N. A. dos Reis para o esvaziamento por ordenha e demais cuidados.

LEGISLAçãO EM BENEFÍCIO DA GESTANTE/LACTANTE

Constituição Nacional 1988 – Promulgação da Constituição, que assegura Licença Maternidade de 120 dias, Licença-paternidade de cinco dias, proteção ao trabalho da mulher e o direito às presidiárias de permanecer com os filhos durante o período de amamentação.

Alojamento Conjunto

• 1982 – Portaria 18 do Inamps/Ministério da Saúde, que estabeleceu a obrigatoriedade do alojamento conjunto.

• 1986 – Portaria do Ministério da Educação – MEC, tornando obrigatório o alojamento conjunto nos hospitais universitários.

• 1992 – Portaria GM/MS no. 1016, através dessa portaria, o Ministério da Saúde obriga hospitais e maternidades vinculados ao SUS, próprios e conveniados, a implantarem alojamento conjunto (mãe e filho juntos no mesmo quarto 24 horas por dia)

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